A carta mais triste do ano...
Se adiantasse implorar, eu não me importaria... De joelhos, no milho, no sereno e na frente de todo mundo. Com flores numa mão e o coração na outra. Se agir como louca ajudasse, eu não hesitaria. Ignorava o medo de altura e pulava de paraquedas, mandava carro de som ou cantava desafinada e bêbada na porta da sua casa. Se chorar, te trouxesse de volta, eu extinguiria a seca de todo o sertão, regaria espíritos áridos e os faria florescer novamente. Mas a gente não pode mendigar amor. Certo?! "Ei, olha de novo pra mim!? Não vê que sua indiferença me esmaga? Por um acaso, vai cair teus braços se você me abraçar bem forte? Não vê que estou fodida sem sua presença?". Ou, ainda: "Será que dá pra esquecer que a gente terminou e que você já tem outros planos e está muito bem obrigada sem o peso que eu represento, e, me amar pela última vez, com todo amor que já sentiu um dia? (Você sentiu amor por mim, algum dia... Certo?)". Mas, não dá! Eu sei que dá uma vontade danada de v...


